“Acrescente vida aos anos ao invés de anos à vida.” - Hans Selye
O que haveria de mais devastador para uma pessoa do que estar impedida de se movimentar? Você se encaixa em alguma destas situações:
- apenas usa calçados que não precisam ser amarrados e são facilmente calçados?
- tem dificuldade de cruzar a perna e colocar a meia?
- precisa de apoio para levantar-se da cadeira ou sofá?
- fica cansado(a) ao subir uma ladeira?
- tem dor ao dormir um pouco a mais?
Essas são algumas situações indicadoras de restrições da capacidade de se movimentar.
No geral pessoas com dificuldade de se movimentar acabam aceitando como verdade que o processo de envelhecimento é o responsável pela perda da competência motora. E simplesmente vão acrescentando anos à vida, diminuindo sua independência e tornando seu mundo cada vez mais restrito.
Este mito do envelhecimento é uma questão que nos leva à constante pesquisa a respeito da estrutura humana e a capacidade de se movimentar. Não se trata de negar o processo de envelhecimento, mas percebemos que as alterações estruturais e consequentemente funcionais que vão se estabelecendo provém de muitas variáveis. Algumas com certeza estão relacionadas à idade, a maioria, no entanto, está relacionada ao estilo de vida nas sociedades contemporâneas.
Nossa proposta
Atualmente, nossas experiências com adultos em diferentes idades nos permitiram acabar com alguns mitos a respeito do envelhecer e estão nos levando a encontrar maneiras cada vez mais eficientes para reabilitar e manter a integridade estrutural, a competência funcional e a independência social das pessoas.
Em termos de movimento, a prática diária de atividades que solicitam amplitudes fisiológicas máximas das articulações, em diferentes direções, com variações de carga que levam a pessoa a gerar força em diferentes contextos é a chave para a manutenção da eficiência.
Porém esta prática tem alguns segredos:
Progressão adequada. Experimentar ações com amplitudes articulares máximas dentro do que cada pessoa é capaz naquele dia, sem dor e com boa organização postural. Com o tempo e a prática, essas amplitudes aumentam gradualmente, sem que seja necessário “alongar” ou “forçar” as articulações.
Frequência durante o dia, senão os efeitos são limitados. Isso significa que fazer apenas uma hora de prática ao dia trará um certo resultado. Este resultado será muitas vezes melhorado se a pessoa fizer várias pequenas sessões ao longo do dia de maneira a interromper e diminuir o tempo que passa sentada, parada ou fazendo atividades repetitivas nos mesmos ângulos articulares.
Além do tipo de movimentação, outras questões do estilo de vida como sono, alimentação adequada e relações sociais são determinantes para a idade com qualidade.
“Eu treino para uma atividade que para mim é a mais desafiadora, instigante, emocionante e imprevisível: A VIDA!“
José Augusto Menegatti